quarta-feira, 16 de maio de 2012

Juízes de si no outro...


Ao elencar e especificar as “falhas” ou aparentes “faltas” do outro, não se esqueça de que em grande medida, esses comportamentos “deficitários” podem lhe ser seus próprios desejos e vontades defletidos no outro, mas desconhecidos por sua parte, pois ainda se encontram imersos em falsos moralismos e discursos densos  e hipócritas.

Felicidade...


Felicidade plena é expressão ideativa e idealizada, criada e construída por algum poeta em estado de profunda introspecção. Pertence ao plano sobre-humano, algo que nos escapa, semelhante ao vapor que se dispersa antes mesmo que se possa lhe sentir a fragrância, dispersando-se, e mostrando-se complexa e inalcançável. No entanto, a felicidade que nos é possível, que existe enquanto possibilidade é aquela que está diante de nos, ela é feita com uma poética própria e singular, construída cotidianamente, nas vivências que estabelecemos. Abdicar-se da construção da própria felicidade é ingenuamente buscar no material, e tão somente crer que ele é o único meio de fazer-se feliz... É preciso um envolvimento romântico e espiritual consigo mesmo, e ter consciência que ser feliz implica em êxtase, e também momentos de desamparo.

domingo, 25 de março de 2012

Nenhum claustro pode aprisionar por toda uma existência... Se hoje és preso, liberte-se em seu íntimo, e isso lhe será tão benéfico que ao externalizar sua liberdade, um novo mundo, expansivo e vivo se mostrará ao seu Ser... 

domingo, 11 de março de 2012

Só-Lidão


Desconhecemos seu valor benéfico e a tememos por acreditarmos ferrenhamente que ela representa a exclusão ou a indisposição de outrem a inclinar-se aos nossos anseios e aspirações, de tê-los em presença corpórea, satisfazendo-nos, enquanto objetos físicos imersos em desejos.
Estar só nos permite estar intimamente em contato com o nosso eu. Relacionar-se consigo mesmo, manter um contato intenso com nossos temores, com nossa essência, que se reconfigura a cada nova vivência, com nossos sonhos e objetivos... Enfim, com nossa existência. Não queremos estar só, pois corremos o risco de presenciarmos o “nada”, a ausência de um sentindo, de uma significação que seja forjada por nossa própria atividade sobre o mundo.
A solidão nos permite escutar o inaudito, o brado do ser, que se encontra oprimido e cerceado por uma série de “artifícios” que lhe foram impostos, para a conformação de sua existência, em padrões que lhe são externos.
Os momentos de solidão mesclam a angústia de fazer a si e a beleza de reconhecer-se nessa tarefa nobre e primordial.

segunda-feira, 5 de março de 2012

Lamento...


Hoje vendo as propagandas de escolas privadas, nas quais as mesmas exibiam como troféus as aprovações de seus alunos em instituições federais de ensino superior cheguei a seguinte conclusão...
Os bancos das instituições públicas de ensino superior deste país, ainda encontram-se ocupados em sua maioria pelos filhos da pequena/média/alta burguesia... Nós filhos da classe subjugada, sentamos em bancos de escolas de ensino fundamental e médio, que transmitem um conhecimento acrítico e reprodutor da ideologia dominante, passamos a crer no "mérito pessoal", como único fator responsável por nos proporcionar a oportunidade de cursar uma faculdade, desconsideramos as outras variáveis envolvidas, tais como nosso ingresso precoce no mercado de trabalho, as limitações sócio-econômicas, entre outras tantas. Somos "tecnicizados", aprendemos o necessário/básico para servimos aos interesses da elite dominante. Que possamos ampliar nossa visão, e buscar produzir um conhecimento que liberte, não por sonho fantástico ou utópico, discurso falacioso,  mas algo que seja produzido por aqueles que não  se distanciaram objetivamente para observarem o fenômeno, mas como aqueles que foram/são os objetos em estudo, que presenciaram e vivenciaram a exclusão.

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Vivendo e revivendo!

É um sonho tão cheio de vida, que inunda o peito, preenche o coração, acalenta a alma, traz repouso ao espírito, transborda sobre o ser, trazendo força e paz... Alegria tonteante que faz o corpo todo sorrir... E a vida vai se movendo com graça e lentidão necessárias, para que todos os momentos sejam singulares e sublimes.

É um sonho cheio de vida...

Nossos sonhos são pequenas sementes, que contém em si o gérmen de uma vida de infinitas potencialidades... Quando plantados com dedicação e empenho, germinam e geram um pomar rico e diverso, que pode alimentar não apenas as nossas vidas, mas a vida de tantos outros... Assim é a psicologia para mim, podem me conceber como um utópico sonhador, ou algum jovem que no início de sua graduação, em contato com tantas teorias, sente-se deslumbrado, acreditando que poderá "salvar o mundo". Quanto a essas prováveis objeções não me importo... Tenho a crença de que as mudanças irão se processar em meu mundo (comunidade em que estou inserido, e as vivência que nela estabeleço), acima de tudo acredito no ser humano, e em tudo o que ele pode ser... Um outro olhar, e tantas possibilidades... Movimentos que forçam o pensamento, e nos fazem buscar a promoção da dignidade humana. Não desejo bens materiais, me dignifico na intersubjetivade, é o contato com o outro que me faz humano, "demasiadamente humano".